Split mais econômico

Se algum dia você já torceu o nariz ao ver a conta de luz depois de ligar seu split durante todo o verão, fique tranquilo: você não está sozinho. O ar-c…

Split mais econômico

Publicado por | 10 de dezembro de 2025

Se algum dia você já torceu o nariz ao ver a conta de luz depois de ligar seu split durante todo o verão, fique tranquilo: você não está sozinho. O ar-condicionado é uma das maiores comodidades modernas, mas também pode ser o vilão do orçamento doméstico se não for escolhido e usado com inteligência. Para muita gente, a solução parece óbvia: “Vou comprar um modelo econômico”. Mas — e aqui vem a questão que ninguém gosta de encarar — o que exatamente significa ser econômico? Será que essa ideia se reduz apenas ao menor consumo energético? E mais: será que comprar o aparelho mais barato é mesmo sinônimo de economia no longo prazo?

A resposta, claro, é mais complexa do que parece. A escolha do split ideal não depende apenas do preço inicial ou do consumo declarado no rótulo. Envolve pensar no dia a dia: qual vai ser o impacto daquele modelo depois de meses de uso ininterrupto? Será que ele foi projetado para render bem na sua casa? É aqui que entra a importância de entender alguns conceitos técnicos por trás das propagandas — e, não se preocupe, a ideia deste artigo é justamente traduzir tudo isso para uma linguagem mais acessível.

Por isso, ao longo deste texto vamos explorar juntos aspectos como eficiência energética, a famosa tecnologia inverter, questões sobre instalação e manutenção… Tudo para responder à questão principal: como escolher e aproveitar um split sem arrependimentos? Mas, antes de seguir adiante, precisamos entender o que realmente faz um split valer a pena no bolso.


O que faz um split ser econômico?

Economia tem diferentes significados dependendo de quem está julgando o aparelho. Para algumas pessoas, é puramente sobre pagar menos pela compra inicial; para outras, economia significa gastar menos nas faturas de energia elétrica mês após mês. E é aqui que muitas decisões equivocadas começam a surgir: olhando apenas para o preço à vista ou para números soltos apresentados pelo vendedor ou pela embalagem.

Um split econômico tem mais a ver com desempenho geral do que com qualquer outro aspecto isolado. Ou seja, não basta consumir menos energia se ele não conseguir resfriar ou aquecer sua casa direito. Esse tipo de aparelho precisa unir eficiência mecânica, investimento inicial calculado e durabilidade. Um exemplo típico? Comprar um split barato com baixa potência BTU pode parecer inteligente hoje, mas se ele não for adequado ao tamanho do cômodo, vai trabalhar no limite o tempo inteiro — e aí o consumo dispara.

Existem também modelos de ponta cheios de promessas tecnológicas que acabam não trazendo grandes mudanças na rotina de quem os utiliza. Por isso, quando falamos de economia em splits, estamos pensando em um equilíbrio entre vários fatores: eficiência energética oficial (aquele selinho Procel A que você com certeza já viu em eletrodomésticos), potência calculada conforme a necessidade dos ambientes da sua casa e tecnologias modernas como a função inverter.

Então, resumindo: economia verdadeira em um split é uma soma. É sobre fazer uma escolha baseada no uso real que você vai dar ao aparelho e nos custos associados ao funcionamento dele dia após dia. Por isso, quem tenta economizar pulando etapas como calcular os BTUs ou escolher aparelhos sem o selo Procel pode acabar pagando muito mais caro no longo prazo.


Eficiência energética: entenda o selo Procel A

Você sabia que aquele pequeno selo colorido do Inmetro com as letras “A”, “B”, “C” etc., colado nos aparelhos eletrônicos há anos, pode ser o seu maior aliado na hora de escolher um split econômico? Esse selo faz parte do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), criado justamente para informar os consumidores sobre a eficiência energética dos produtos. E quando falamos em splits, ele é ainda mais relevante porque esses aparelhos são naturalmente grandes consumidores de energia.

Um split com selo Procel A consome muito menos energia para oferecer o mesmo desempenho de refrigeração (ou aquecimento) comparado a modelos com classificações B ou C. Isso acontece porque os fabricantes precisam atender a padrões técnicos rigorosos para receber essa validação. É como se fosse um atestado oficial: “Este modelo faz mais gastando menos”.

Agora imagine passar os meses mais quentes do ano com o ar ligado quase 24 horas por dia. Sem exagero, escolher um modelo menos eficiente em termos de energia pode levar a um aumento de até 30% na conta de luz ao término do mês. Para quem mora em cidades onde temperaturas altas são rotina, isso pode representar centenas ou até milhares de reais sendo literalmente desperdiçados — só porque um modelo “econômico” na loja não era tão eficiente assim.

Por isso, a dica aqui não poderia ser mais simples: sempre comece pesquisando modelos com selo Procel A quando estiver pensando em comprar um split. Essa é a maneira mais eficaz de começar a economizar de verdade desde o primeiro dia de uso.


BTUs: a matemática da economia

Outra armadilha comum ao comprar splits é ignorar completamente a questão dos BTUs — Unidade Térmica Britânica, que basicamente define a capacidade do aparelho em refrigerar (ou aquecer) um ambiente específico. Muita gente vê isso como detalhe técnico irrelevante, mas adivinhe? Um aparelho com capacidade mal calculada pode custar caro — tanto em eficiência quanto no consumo energético.

Se você escolher um split com menos BTUs do que o necessário para o tamanho do cômodo, ele precisará trabalhar mais para alcançar a temperatura desejada. Isso aumenta drasticamente tanto o esforço das peças internas quanto o consumo elétrico. Escolher BTUs além do necessário também acaba sendo um gasto desnecessário, pois você pagará mais por algo que não será plenamente aproveitado.

Uma dica básica? Calcule os BTUs com base no tamanho do ambiente e nas condições do local. Um quarto pequeno pode precisar de menos potência — mas se ele pega sol direto ou tem pouca circulação de ar, talvez seja necessário ajustar os números para compensar.


Vale a pena investir na tecnologia inverter?

Se você já pesquisou sobre splits em algum momento, certamente se deparou com essa palavrinha: inverter. Ela aparece em propagandas como uma promessa mágica de economia substancial nas contas de luz. Mas será que tudo isso é verdade ou só mais um jargão técnico que confunde os consumidores?

Os aparelhos com essa tecnologia funcionam de maneira distinta quando comparados aos modelos tradicionais, e essa diferença faz toda a diferença na prática. Para simplificar, enquanto o sistema tradicional alterna entre “ligar” e “desligar” constantemente para regular a temperatura (e consome bastante energia nesse processo), o modelo inverter ajusta gradualmente sua potência para manter o ambiente em equilíbrio térmico contínuo. Ou seja, ele não trabalha “tudo ou nada”, mas sim com um uso mais constante e moderado dos recursos.

Essa diferença pode parecer sutil à primeira vista, mas faz toda a diferença no consumo a longo prazo. Imagine só: em um dia quente típico, um split sem inverter vai ligar o compressor inúmeras vezes ao longo das horas — e cada vez que ele “arranca”, o gasto energético é maior. Já no modelo inverter, essa necessidade de “arrancar” ou parar é bem menor. O resultado é um consumo mais inteligente e eficiente.

Dito isso, aqui vai a dica de ouro: só vale investir na tecnologia inverter se o aparelho for usado regularmente. Se você mora em um local mais fresco ou usa o ar condicionado apenas ocasionalmente, talvez o custo extra inicial não compense tanto assim. Como sempre, a palavra-chave aqui é equilíbrio!


Instalação: erros que comprometem tudo

Agora que já entendemos como as escolhas do aparelho impactam na economia, é hora de falar sobre algo muitas vezes negligenciado: a instalação. E sim, ela pode arruinar até o split mais eficiente do mercado.

Um erro bastante comum é instalar o aparelho em lugares inadequados. Por exemplo, colocar a unidade externa em um local sem ventilação causa superaquecimento e faz com que o equipamento trabalhe no limite. Já a unidade interna mal posicionada pode jogar ar direto contra obstáculos (como móveis ou cortinas) ou não atingir uniformemente todo o ambiente, obrigando você a aumentar desnecessariamente a potência. O resultado? Mais consumo e menos conforto.

Outro aspecto crítico é referente à tubulação e ao gás refrigerante. Muitos técnicos menos experientes acabam cometendo erros nessa etapa tão importante do processo. Se as tubulações estiverem mal vedadas ou se houver vazamentos de fluido refrigerante — mesmo mínimos —, o desempenho do aparelho será severamente afetado. Você não percebe imediatamente essa falha, mas seu bolso sente ao longo do tempo.

Então, qual é o segredo? Contrate profissionais qualificados! Pode parecer tentador ir pelo orçamento mais baixo na hora da instalação, mas aqui não dá para economizar às custas da qualidade. Um bom instalador segue as normas técnicas e garante ajustes perfeitos entre unidade interna, unidade externa e tubulações. É caro? Às vezes, sim. Mas é aquele tipo de custo que evita muitos problemas lá na frente.


Manutenção preventiva: não subestime

Imagine que você comprou o melhor split do mercado. Ele tem selo Procel A+, a capacidade foi calculada direitinho e a instalação foi impecável. Tudo parece perfeito… até que um detalhe pequeno começa a atrapalhar: você esqueceu completamente da manutenção preventiva.

Uma coisa pouco comentada sobre os splits é que eles precisam ser limpos periodicamente. E não estou falando apenas do filtro interno, embora manter esse componente limpo faça toda a diferença. A unidade externa também precisa passar por manutenção para evitar acúmulo de sujeira ou bloqueio da ventilação — isso pode sobrecarregar o motor e diminuir significativamente sua eficiência. Fazer a manutenção permite identificar sinais de vazamento no fluido refrigerante antes que o problema aumente. Reparar defeitos pontuais custa muito menos do que trocar peças inteiras ou lidar com um equipamento danificado pelo uso incorreto ao longo dos anos.

A boa notícia é que pequenas ações podem fazer diferença: limpeza regular dos filtros (vale até você mesmo fazer isso se seguir as orientações do manual), revisões anuais por profissionais especializados e atenção aos sinais de desgaste, como ruídos incomuns ou desempenho abaixo do esperado.


Use com inteligência

Não dá para fechar esse texto sem algumas dicas práticas para reduzir de vez seu consumo diário:

  • Temperatura ideal: manter entre 23°C e 25°C já traz conforto sem sobrecarregar o aparelho.
  • Use cortinas ou persianas: bloquear o sol direto ajuda seu split a trabalhar menos.
  • Nunca tape as saídas de ar: móveis obstruindo as grades diminuem a eficiência.
  • Desligue quando não for necessário: parece básico, mas muita gente esquece!
  • Aposte no modo econômico: muitos aparelhos possuem funções específicas para poupar energia.

Com tantas variáveis afetando os custos — desde a escolha adequada até os cuidados diários — fica evidente que nem todo split que leva o rótulo de “econômico” entrega o que promete. É preciso atenção aos detalhes para que seu investimento seja inteligente agora e no longo prazo. E não se esqueça: o barato pode acabar saindo caro.

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