Já estão em vigor critérios mais rígidos para classificação dos ares-condicionados no Selo Procel

Com a atualização, o consumidor estará mais bem instruído no momento de decisão de compra

Publicado por Frigelar | 8 de fevereiro de 2021

Atualizado em 14 de maio de 2021

A eficiência energética é um tema pertinente não só para a economia doméstica, mas também em termos ambientais. Com a intenção de educar o consumidor e certificar quais são os produtos que menos consomem luz é que surgiu o Selo Procel, em 1993. A partir de janeiro de 2021, a regulação ganhou reforço com a entrada em vigor de critérios mais rigorosos do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) para a classificação de aparelhos de ar-condicionado.

A reclassificação das categorias de eficiência energética foi publicada na Portaria nº 234, de 29 de junho de 2020.  Na prática, ela estabelece uma regulação específica para os condicionadores de ar, revendo os níveis mínimos de eficiência energética aceitáveis para cada classe.

Para criar a portaria, foram consultadas 20 diferentes entidades representativas do setor produtivo. Juntos, os especialistas deram 158 contribuições para o documento final.

Entenda o que muda com essa resolução:

Novos critérios do Programa Brasileiro de Etiquetagem

Cada ar-condicionado passa por um conjunto de testes supervisionados pelo Inmetro a fim de garantir que o aparelho é seguro e eficiente. Quanto maior for a sua eficiência energética, mais próximo  à letra A será o selo daquele produto. A escala vai de A a F, sendo que F é o que representa o maior gasto de energia. 

Entre as novidades, ganham destaque os mais rigorosos critérios para se classificar como Selo A algum ar-condicionado. Para receber o Selo A, é preciso ter índice de eficiência energética de 5,5. Antes, era apenas 3,23.

Isso acontece porque a metodologia de cálculo da eficiência energética agora leva em consideração o método de carga parcial e métrica sazonal. Antes, os aparelhos convencionais e aqueles com tecnologia Inverter eram testados da mesma forma e classificados com igual critério. Isso fazia com que existam ares-condicionados tradicionais categorizados como Selo A, mesmo quando o Inverter comprovadamente economiza muito mais energia. 

Com a atualização, os ares Inverter passarão a ser avaliados pelo método de carga parcial. Esse teste é capaz de simular o melhor funcionamento do aparelho, assim sendo um indicador mais fidedigno do real ganho de eficiência energética dessa tecnologia. 

Outro diferencial é o uso da métrica sazonal para avaliar a eficiência. Nessa metodologia, são considerados os cálculos baseados na variação de temperatura ao longo do ano e quanto o ar-condicionado costuma ser usado em cada temperatura. O estudo tem como base os dados do Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que desenhou uma curva média de temperatura no país e identificou a frequência de utilização do aparelho pelos consumidores ao longo do ano. 

As novas regras estabelecem uma agenda para as mudanças. A partir de 31 de dezembro de 2022, todos os aparelhos fabricados no Brasil ou importados precisarão estar em conformidade com os critérios da portaria. Ou seja, até lá, vão coexistir duas etiquetas no mercado: a antiga e a nova. 

Nova etiqueta do Selo Procel, lançada pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem.
Saiba como ler o novo selo do Programa Brasileiro de Etiquetagem

Em seguida, a partir de 30 de junho de 2024, apenas condicionadores de ar que estiverem de acordo com as normas poderão ser vendidos no mercado nacional. Atualmente, 37% dos aparelhos testados pelo Inmetro já estão de acordo com as normas atualizadas. 

Vários países da Europa e Ásia já adotaram critérios de avaliação mais modernos e tiveram melhoria na eficiência média dos produtos comercializados. É isso que aponta o estudo “Avaliação do Programa Brasileiro de Etiquetagem para Ar-Condicionado”, da CLASP, uma organização internacional que promove boas práticas de desempenho energético. 

Inverter: estímulo a tecnologias mais eficientes

Diversos motivos vêm promovendo uma maior busca por aparelhos de ar-condicionado nas últimas décadas. Fatores como o crescimento da população, elevação da renda e, é claro, o aumento das temperaturas por conta das mudanças climáticas são os principais motivos para que mais pessoas busquem por soluções de climatização. 

Por isso, o Programa Brasileiro de Etiquetagem vem incentivando o uso de aparelhos com tecnologia Inverter. O sistema utiliza um dispositivo eletrônico para ajustar a velocidade do compressor de acordo com a oscilação de temperatura do ambiente. Assim, o compressor fica sempre em funcionamento, evitando picos de energia com o liga e desliga Ao mesmo tempo que economiza energia, leva menos tempo para atingir a temperatura desejada. 

Ainda que represente um investimento superior aos aparelhos convencionais, o ar-condicionado Inverter gasta até 70% menos energia. Assim, ao longo dos meses de uso, acaba recompensando o investimento inicial.

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